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| Atualizado às 10:53h

Política

Deputado Federal Zezéu Ribeiro defende a preservação da Caatinga

O Deputado Zezéu Ribeiro (PT-Ba), defensor de causa ambientais chegou à região do Vale do São Francisco na 4ª

Diario da Região / Juciana Cavalcante

O Deputado Federal Zezéu Ribeiro (PT), defensor de causa ambientais chegou à região do Vale do São Francisco na última quarta-feira (03) para participar do I ENED Foto: José Tavares

O Deputado Federal Zezéu Ribeiro (PT), defensor de causa ambientais chegou à região do Vale do São Francisco na última quarta-feira (03) para participar do I ENED Foto: José Tavares

O Deputado Federal Zezéu Ribeiro (PT), defensor de causa ambientes chegou à região do Vale do São Francisco na última quarta-feira (03) para participar do Primeiro Encontro Nacional de Enfrentamento da Desertificação (ENED) que acontece em Juazeiro na Universidade Federal do Vale do São Francisco, até hoje (05).
O encontro promovido pelos Ministérios do Meio Ambiente, da Integração Nacional; além de outros nove ministérios, objetiva o fortalecimento político-institucional do combate à desertificação dos Estados brasileiros e da implementação do Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAN-Brasil) e dos Programas de Ação Estaduais de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAE).
O deputado participou na quarta-feira da mesa de abertura do evento e na tarde de ontem (04) esteve presente na discussão sobre a participação parlamentar na construção das políticas públicas para área, elaborando também propostas para o fundo que poderá ser criado para o nordeste - Fundo Caatinga, proposto pelo Banco do Nordeste do Brasil, e de um fundo de combate à desertificação, proposto pelo Banco do Brasil.
“Estamos construindo uma política nacional de combate a desertificação e de tratamento das áreas áridas do semi-árido, que tem atualmente mais de 35 milhões de habitantes. No momento em que o mundo sofre com as mudanças climáticas, essa é uma das áreas mais sensíveis, se não tivermos cuidado vai se desenvolver com mais rapidez um processo de desertificação”, Zezéu se refere ao desmatamento na Caatinga que já atingiu 16.576 quilômetros quadrados entre os anos de 2002 a 2008.
Segundo dados do Ministério apontaram que uma das principais razões do desmatamento da Caatinga é o uso da mata nativa para fazer lenha e carvão. Nesse mês a Caatinga e o Cerrado passam a ser monitorados por técnicos do Ministério do Meio Ambiente.
“Com a retirada da vegetação nativa para gerar carvão e lenha, tudo isso leva a um processo de deterioração enorme. Houve um acréscimo nos últimos seis anos de 2% nesse processo de destruição da Caatinga; nossa luta é fazer com que esse bioma se torne em patrimônio nacional”, revela lembrando que essa região já ganhou uma emenda constitucional para preservação incluindo também o bioma Cerrado. Com a medida será possível a locação de recursos e a implementação mais rápido de políticas em relação aos dois biomas. A emenda constituição segue para aprovação em plenário.
“Se não tivermos medidas que impeçam o desmatamento, o processo de deterioração, vamos desertificação essa região, por isso a necessidade de conter e promover o manejo das áreas, garantindo a manutenção da flora na região, preservando a mata ciliar, os corredores ecológicos das unidades de conservação. É desse modo que será possível enfrentar a questão do semi-árido não como um problema, mas como um potencial de transformação, já existente: temos água, energia gerada pelo sol, e uma extraordinária capacidade para irrigação”.
O deputado afirmou ainda que um encontro internacional sobre o tema deverá acontecer ainda este ano, visando o papel do parlamento. O evento está previsto para agosto em Fortaleza (CE). Aproximadamente 160 países já se inscreveram e outros 140 manifestaram intenção de participação.