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| Atualizado às 10:53h

Editorial

Balanço das greves

O que muita gente, embora sinta os prejuízos,mas passado o momento,pouco ou quase nada lembram, são das greves

Diario da Região / Editor Chefe

Ao final de mais um ano, a ordem quase que natural para muitas pessoas, é começar a pensar no que foi feito durante os 12 meses. Mas o que muita gente, embora sinta os prejuízos, mas passado o momento, pouco ou quase nada lembram, são das greves, mesmo quando seus efeitos perdurando por algum tempo.
No Brasil, a constituição assegura ao trabalhador, além de deveres, direitos. E é pensando nisso que os trabalhadores partem em busca daquilo que acreditam ser o ideal para a melhoria da qualidade de vida. Entre tantas formas de negociações para assegurar tal direito, a greve ainda parece ter o efeito mais rápido para respostas.
Esse ano, tanto em esfera nacional até âmbitos estaduais e municipais as manifestações tiraram a tranquilidade de muita gente. Quase ninguém escapou “ileso”. Serviços básicos ao cidadão tiveram o atendimento interrompido como educação e segurança. Outros atingiram diretamente a economia do país como a mobilização dos bancários que durou mais de um mês para algumas agências.
Os resultados de tantos manifestos: filas, horas de atraso e alguns reais fora de circulação. Para o economista Márcio Araujo a situação é algo que desfavorece toda a sociedade afetando seu desempenho. “Não temos como mensurar as perdas, os impactos de todas as greves ocorridas durante o ano; mas o que se pode afirmar é que todos deixam de ganhar, pode-se dizer que a população, o empresário não perde nada, mas também não ganha, isso é o que chamamos de custo de oportunidade, ele deixa de investir porque determinado órgão não está oferecendo atendimento”, explica.
Como exemplo, lembra a manifestação dos bancários, e diz que uma greve nesse porte mexe diretamente com as finanças no dia-a-dia da população.
Embora a greve ainda se apresente como o caminho mais curto para a aquisição de ganhos, para o economista a melhor forma persiste no acordo, evitando “o desentendimento” causado pelas paralisações. “Ainda acredito que se devem esgotar, mesmo, todas as formas de negociação, mas percebo que com a inflação brasileira de 3 ou 4% ao ano, quase equiparando a países desenvolvidos, os trabalhadores tem buscado mais do que reposições de perdas, tem buscado novos ganhos”. Resultado de uma economia a cada dia no caminho da estabilidade.