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| Atualizado às 10:53h

Editorial

Disputa definida

O PSDB e o PT, são de longe os preferidos para eleger o próximo presidente

Da Redação

A poucos dias do fim deste ano de 2009, com uma antecipação que não é vista desde a primeira candidatura de Lula, o quadro da disputa pela Presidência da República começa a se definir com a anunciada desistência na tarde de ontem do Governador de Minas Gerais Aécio Neves de concorrer pelo PSDB.
O PSDB e o PT, são de longe os preferidos para eleger o próximo presidente da república e as candidaturas que se colocam no páreo, a exemplo do PV, e outros ainda menos expressivos, salvo uma zebra inconcebível, serão apenas figurativas na campanha, quando muito determinando a existência do segundo turno.
Temos então, onze meses antes das eleições, de um lado o PT, com uma pré candidata para lá de oficial; Dilma Roussef e do outro o PSDB, com um pré candidato também oficial, ainda que negue e empurre para março o anúncio formal, José Serra.
A Presidência da República está hoje entre estes dois candidatos, salvo, como dissemos acima, uma zebra espetacular, que os afaste da corrida ou que dê fôlego irrefreável à candidata do PV ou de outro partido qualquer.
Este primeiro round, se analisarmos friamente, foi vencido por Lula: foi ele que determinou o ritmo, foi ele que açulou as diferenças entre adversários dentro do PSDB. Sabe como ninguém quem tem o controle do partido adversário e manteve o ritmo de provocação até o PSDB ser forçado a definir-se por Serra,há um ano do pleito.
Porque Lula escolheu Serra? Porque ele é conhecido e nele cai como uma luva a idéia de transformar as próximas eleições em um embate plebiscitário. Serra é a cara e a alma de Fernando Henrique, dele se pode falar ml se falando mal do governo que antecedeu Lula. Nele se pode pregar a pecha de elite, entreguista, etc. etc. e, principalmente de contrário às políticas sociais do governo de Lula. Aécio seria o imponderável.
Quadro posto, a gosto do presidente, que é mestre na política, falta resolver um pequeno problema: como transformar a apática Dilma em uma candidata aceitável ao povo, que até agora, ainda não conseguiu aceitar a pouca habilidade política da ministra, mesmo com toda boa vontade do presidente Lula.