Editorial
Será uma luz?
Não são novidades para ninguém as jogatinas que existem entre alguns políticos; ilicitamente acabam lucrando
Diario da Região / Redator Chefe
Não são novidades para ninguém as jogatinas que existem entre alguns políticos; que ilicitamente acabam lucrando mais do que deviam. Desde o final do ano passado, mais um escândalo envolvendo um político veio a conhecimento público. Um vídeo sem sinais de montagem, gravado em um dos gabinetes de uma empresa do governo do Distrito Federal mostrava um encontro do então presidente da Companhia de Desenvolvimento do Planalto, Durval Barbosa, com José Roberto Arruda (sem partido), na época candidato a governador pelo DEM (Partido dos Democratas), e venceu as eleições.
Segundo investigações Arruda teria ido ao gabinete para pegar dinheiro, fruto do pagamento de propina por empresas que prestavam serviços para o governo do Distrito Federal, mas como sempre, existe uma versão “bonitinha” de histórias como essa; o advogado do governador, José Gerardo Grossi, disse que o dinheiro mostrado nas imagens foi usado para comprar panetones, que seriam distribuídos para pessoas carentes do Distrito Federal.
Essa foi a primeira vez que um governador tem a prisão decretada devido a um escândalo de corrupção após a redemocratização do país. E enquanto conversa vai, reivindicações vem muitos foram os pedidos de exoneração do governador, acusado de corrupção; e após dois meses de ardentes discussões, foi decretada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) a sua prisão na última quinta-feira (11), que vem junto à investigação do chamado mensalão do DEM, em que Arruda, o vice-governador, Paulo Octávio (DEM), políticos e empresários são investigados sob acusação de caixa dois e distribuição de propina. A prisão aconteceu através da denúncia de que Arruda tentou subornar uma testemunha do caso.
Na defesa, o governador nega todas as acusações; afirmando que não houve a suposta tentativa. Em carta, Arruda diz ser vítima de campanha difamatória. Embora seus advogados já tenham entrado com o pedido de habeas corpus no mesmo dia que foi decretado sua prisão, ele dormiu na cadeia. Já há movimentos intitulados “Fora Arruda” e quem veja também nessa ação inovadora do STJ, uma luz no fim do túnel, na luta pelo “falecimento” da corrupção em nosso país. Temos que acreditar mesmo em alguma coisa e esperar que a justiça seja realmente feita. Se não! Então onde vamos parar?