Editorial
Uma página esquecida
Há quem acredite que a cultura é privilégio de uma pequena parcela da população
Da Redação
O ser moderno tem uma rotina embasada nas prioridades. A cada segundo devemos fazer escolhas, entre a familia e o trabalho, entre a escola e a diversão, entre o querer e o poder, enfim. Desse mesmo modo se processa em todos os segmentos sociais e quando o assunto é incentivo, quem sempre fica no fim da fila é a saudosa cultura. Essa mesma que caracteriza a identidade de cada povo, que personifica, qualifica e engrandece os seres.
Há quem acredite que a cultura é privilégio de uma pequena parcela da população, entre os quais destacam-se intelectuais, diplomatas e doutores. Entretanto, tem-se em vista que o conceito de cultura é bastante complexo e que todo individuo é culto ou aculturado, e portanto detêm conhecimentos de proporcional equivalência. Segundo a definição do portal de educação alunosonline "Em uma visão antropológica, podemos o definir como a rede de significados que dão sentido ao mundo que cerca um indivíduo, ou seja, a sociedade. Essa rede engloba um conjunto de diversos aspectos, como crenças, valores, costumes, leis, moral, línguas, etc."
Destarte, mesmo com tamanha importancia e com significado tão rico e complexo ela se torna uma pauta esquecida ou como é comum na linguagem jornalistica uma "pauta fria". Infelizmente uma apresentação artistico-cultural não é comercialmente rentável, ainda que seja espelho da riqueza de um povo não atrai multidões. Na nossa região os teatros estão vazios, as casas de shows e pátios estão lotados para recepcionar "clássicos" dos mais novos estilos musicais brasileiros que se resumem a letras pobres, repetitivas e por vezes vulgares.
Enquanto boa parcela da população rebola...os folguedos, reisados e são gonçalos são esquecidos. Enquanto as cidades se desenvolvem e há a instalação de grandes edificios a arquitetura clássica, com traços minuciosas é derrubada. Enquanto há uma super-valorização das tecnologias, os livros mofam nas prateleiras de empoeiradas bibliotecas. E assim a memória cultural se torna uma página esquecida ou uma recordação extraviada.